Esse trio de Baltimore (EUA) é a cara da música em 2009: um pós-pós-modernismo sem gênero definido, inorgânico e humano, que cria canções épicas que olham o passado e tratam de hedonismo, vontades e o passar do tempo. São ruidosas bases de sintetizadores que casam bem com percussões, notas e um MC afiado – fora os ingredientes extras. “Lion in a coma”, a melhor do disco, bebe no etnicismo indiano. A indietrônica é abençoada com um hit como “My girls” e a amplitude sonora de canções eletrônicas ganha um novo paradigma com “In the flowers”. Um disco indispensável, psicodélico, de frescor experimental e carisma pop. Não à toa ele é classificado como a versão dos anos 00 de Play, disco seminal de Moby.