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Friendly Fires no Brasil!

Banda inglesa faz show no Rio e em SP, e o vocalista Ed Macfarlane conversa com a DJ MAG Brasil.

Os caras já extrapolaram o rótulo de banda da semana faz um tempinho. O excelente trio britânico Friendly Fires ¬– celebrado por público, crítica e músicos – vai fazer o Circo Voador e o Studio SP dançarem com sua mistura de indie pop, rock e disco, recentemente aditivada com uma pitada de samba. “Estamos empolgados para conhecer de onde vem a música que está nos influenciando tanto. O single ‘Kiss of life’ usa o som do carnaval brasileiro com ajuda de uma escola de samba de Londres. É a melhor música que já fizemos”, conta empolgado Ed Macfarlane, 25 anos, vocalista e principal compositor do grupo, que conta também com Jack Savidge (bateria) e Edd Gibson (guitarra). Os três  fazem música juntos desde os 14 anos. Em 2007, formaram o FF e transformaram a garagem dos pais de Macfarlane numa fábrica de hits. “Paris”, “Skeleton boy” e “Jump in the pool” fizeram deles heróis da noite e o disco de estreia (gravado na mesma garagem) foi eleito um dos melhores álbuns de 2008. Confira a entrevista que Ed deu pra gente, por email.
Por Piti Vieira


DJ MAG BRASIL: Nós somos grandes fãs do Friendly Fires aqui na DJ Mag Brasil.  Achei simplesmente incrível o show de vocês no Glastonbury desse ano. A banda em suas apresentações possui uma ótima reputação atualmente... Vocês diriam que são melhores ao vivo ou no estúdio?
ED MACFARLANE
Poxa, obrigado, foi realmente sensacional o show no Glasto. Eu diria que são dois lados da moeda. No estúdio, nós não pensamos muito em como a música vai soar ao vivo, temos a liberdade de brincar com tudo o que estiver em nossas mãos. Trabalhar uma música para um show pode se tornar um desafio à criatividade, já que você deve ficar em cima dela confinado em estúdio por muito tempo. 


DJ MAG Qual festival desse ano você se divertiu mais até o momento?
ED:
Eu diria que Glastonbury. A multidão era gigante. Estima-se que haviam cerca de 45 mil pessoas nos assistindo. Foi até engraçado, porque quando estávamos no palco nos sentíamos distante da galera. Mesmo vendo que haviam milhares de pessoas ali, você não tem o feedback imediato que recebe quando se apresenta em um espaço pequeno. Saímos do palco sem saber se o show tinha rolado bem ou não e fomos dar uma entrevista para BBC. Durante a entrevista eles nos mostraram um pouco do nosso set pela TV e estava incrível, bem diferente de como sentíamos no palco.


DJ MAG Vocês definitivamente criaram seu próprio som. Que equipamentos vocês usam? Vocês introduziram instrumentos, novas tecnologias, ou até mesmo utilizaram novas técnicas para decodificar novos sons?
ED:
Usamos instrumentos “reais” hoje em dia, diferente do começo, quando gravamos coisas como “On Board”. Você consegue ouvir como essa música soa programada. Já “Kiss of Life” possui cerca de 30 canais de bateria e percussão. Nós também começamos a usar mais sintetizadores analógicos no lugar de softwares, mas isso é porque não podíamos bancar os aparelhos naquela época.


DJ MAG: Vocês compartilham da mesma influência/gostos musicais? Qual seu selo favorito no momento? Eu li que você é um grande fã da Kompakt.
ED:
House e techno, principalmente. Estou ligado em Oslo, Cecille, Area Remote e Mule Musiq, no momento. Tem muita coisa bacana sendo produzida atualmente.


DJMAG: Existe uma influência do techno e da house de Chicago em suas músicas. Vocês até mesmo fizeram um cover para “Your Love”, do Frankie Knuckles. Qual a relação do FF com a música eletrônica? Vocês sempre ouviram dance music?
ED:
Nem sempre... Começamos como uma banda punk adolescente e gradualmente, ao longo de seis anos, fomos nos aproximando da dance music. Eu diria que éramos, a princípio, uma banda pop, mas eu acredito que nosso amor pela dance music reluz em tudo o que fazemos. Diria mais ainda: isso se tornou inerente a nós. É praticamente impossível criarmos uma faixa que não seja dançante.

DJMAG Vocês já estão olhando para o segundo álbum. Possuiu alguma idéia de que rumo a música de vocês tomará neste novo disco?

ED: Na verdade não tivemos tempo de trabalhar nisso ainda. Espero que seja mais expansico do que o primeiro, até porque agora possuímos mais meios para torná-lo mais épico. O importante é sempre manter a energia. Eu acredito que, no fim, nós saberemos qual caminho traçar, já que sempre foi assim que fizemos, sem grandes planos, apenas sentindo o que funciona.
 





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