Depois de Sébastien
Tellier, é a vez de o
produtor californiano musicar o amor com
seu hip hop experimental. Colagens
sombrias e balanços acinturados criam os
paradoxos de bem e mal do amor, no nono
disco de Alfred Weisberg-Roberts desde
2002. Prolífico, o disco tem 15 faixas que
vão além do hip hop. “Make it So” poderia ter
sido feita pelo Chemical Brothers e é
destaque absoluto do disco, enquanto “Bass
in It” é para quem não quer saber de
temáticas, mas do groove apenas. Até
quando pende para o rap (“Touchtone”), a
batida de Daedelus é processada de forma
líquida, fugindo da previsibilidade do hip
hop, tão mainstream hoje.
jg ***